quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Treze pontinhos, foram diminuindo, diminuindo e agora formam uma mera reticência!

Acabam por aqui as histórias dos pontinhos, da menina que gosta de pontinhos.
Sim... por que gosto tanto de pontos que resolvo por um ponto final em tudo, para começar um novo texto, com novos pontos, de interrogagação, exclamação e sem previsão para ponto final!


= ]

sábado, 9 de junho de 2007

Sem mais esperar.
Sem mais anseios ou angústias.

Saio de cena com a dignidade que ainda me resta.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Um dia eu aprendo

Ela sempre quer que eu me abra!
Mostre-me como sou, que seja sua amiguinha, com quem ela passeia no shopping e revela segredos.
Ela sempre se achou minha melhor amiga... Sempre, sempre!
Mas talvez, ela nunca esteve nem perto dessa posição.

E o coração? – ela perguntou.
Odeio esse som de quem, assim, como quem não quer nada, procura inteirar-se de assuntos da vida alheia.
Você já é uma mulher!- ela falou.

Vejo isso todas as manhãs quando acordo e me olho no espelho.
Sinto isso toda vez que ele me toca.
Percebo isso quando me pego pensando sobre mim mesma.
E às vezes sim, eu tenho vontade de me sentar em uma tarde fria, pedir um café com bastante chantilly e contar-lhe tudo o que se passa na minha vida
Contar dele, dos amigos, dos sonhos, dos medos, das vontades...
Mas como fazer isso sem ter a certeza de que não haverá julgamento da parte dela?
Ela é mãe!
E por mais que elas demonstrem uma aparente compreensão infindável, sempre estão a julgar nossos atos.
Porque elas sempre querem que façamos o que ELAS julgam ser o melhor para nós mesmos.
E um dia eu terei essa conversa de mulher pra mulher, sem julgamentos ou pudores.
Mas por enquanto, ela é mãe, eu sou filha e é só isso o que precisamos saber uma da vida da outra!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Aproveitando


E ainda aproveitando o material do supershow de ontem fica aí um trechinho do Show pra quem não conseguiu ver pessoalmente como eu!

http://www.youtube.com/watch?v=aUmVaOWDBZY

Hoje é Terça -Feiiraaaaa!!!








“ O que te faz vir ao CCBB assim numa terça-feira à noite, dia de
semana?
O que vocês vieram fazer aqui? “


Essa foi uma das perguntas feitas pelo Franklin (gente finíssima) durante um bate papo no café do CCBB nessa minha terça-feira deliciosa!
É...hoje o dia foi bem agitado.
Não sabia por onde começar , então vou fazer o arroz com feijão e começar pelo começo:

Acordei ligeiramente atrasada ...escovei os dentes, tomei café..... ops...
Não, não tão no começo assim

Hoje a agenda estava bem cheia!
Já começaram os eventos pré - vestibular da Faculdade Cásper Líbero, mais precisamente, o Literatura na Cásper, que foi inaugurado hoje com discussão sobre o livro “ O Último Vôo do Flamingo”do autor moçambicano Mia Couto. E eu que brevemente serei uma casperiana ( Que os céus me ouçam, ou me leiam...tem internet nos céus?? ) estive lá para conferir e melhor me preparar para a temida prova do dia 9 de dezembro.
Estar naquele prédio, para mim é sempre um prazer. Fico boba me imaginando no primeiro dia de aula como estudante de Jornalismo, subindo naquele elevador, que provavelmente estará cheio, olhando pra estátua do memorável Cásper Líbero, fundador do primeiro curso de Jornalismo da América Latina.
Tenho um medo daquela estátua... aquele olhar tão intimista me assusta...

Enfim, a palestra teve início às 15 horas ( com pontualidade britânica) , e teve como palestrantes o Profº Dimas A. Kunsch, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, atua como professor de graduação (Jornalismo Opinativo e Filosofia) e de pós-graduação (Mídia e Poder e Estudos Éticos na Comunicação) da Faculdade Cásper Líbero, e a Profª Sônia Catino, doutora em Língua Portuguesa também pela USP.
Não preciso nem comentar o quão válida foi essa experiência, não é mesmo? Entender a obra de Mia Couto com tremenda profundidade me faz querer conhecer sua obra completa!
“O Último Vôo do Flamingo” eu já havia lido, mas após deliciar-me com o papo dessas duas feras, descobri que devo reiniciar essa leitura...
... É minha gente... vida de vestibulando não é nada fácil!

Saí da palestra por volta das 17hrs e 24 min, um pouco atrasada, já que combinei de encontrar com a Thaiz na estação Santana do Metrô às 18...
Uma corridinha aqui ...um encontrão com alguém pelo caminho...
“Opa... Desculpa”
“Com licença, por favor”
Umas tropeçadas aqui e ali, e lá estava eu às 18 e pouquinho linda e ruiva na estação Santana....
A Thá atrasou um pouquinho (como de costume) e mais uma vez eu me via dentro de um trem metropolitano. Dessa vez com destino ao centro, e ao CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil.

Sair com a Thá é sempre uma aventura e sempre nos acontece algo de interessante e inusitado em nossas saídas e dessa vez não foi diferente:


O motivo da nossa visita ao CCBB nessa terça-feira foi o encerramento do projeto “SUPERNOVAS” , que deu uma mostra das

novas bandas que despontam de várias regiões do país, principalmente aquelas fora do eixo Rio, São Paulo e BH, haja visto que a banda que se apresentou hoje foi o Vanguart que vem de Cuiabá, Mato Grosso.
Ao chegar lá, decidimos tomar um café enquanto aguardávamos o horário para o início da apresentação e logo no balcão fomos abordadas pelo Spencer.
O Spencer é artista plástico, dramaturgo e uma figura incrível! Ele queria dividir conosco um French Expresss um café delicioso que é preparado por infusão em água quente ... uma delícia!
Sentamos em uma daquelas mesinhas e, enquanto esperávamos o tal café , começamos uma daquelas conversas em se tenta sugar informações essências sobre a pessoa...
Nessa descobrimos que o Spencer vai pro Chile, ele descobriu que a Thá faz Design de Moda na Anhembi e que eu pretendo ser uma jornalista.
Não demorou muito para sermos abordados por um outro rapaz simpático: O Franklin trabalha com pesquisa de campo para a B27 e achou que tínhamos o perfil para a atual pesquisa dele que é sobre o perfil dos consumidores de cultura (se é que eu já não distorci a informação inteira.... Franklin, se você tiver o desprazer de ler isso, não hesite em me corrigir!) e se juntou a nós para bater um papo sobre nossa freqüência em eventos culturais como aquele.

Foto da conversa com o Franklin,Spencer ( de gorro) e a Thá com o Pixies na camiseta!


A conversa estava ótima! Delícia mesmo! Só que tínhamos que subir para o showzinho, então nos despedimos de nosso querido “entrevistador” e fomos em direção ao teatro do CCBB.

A banda é composta por uns meninos bem talentosos e originais e tem uma levada folk-rock com claras influências de grandes nomes como Jonnny Cash, Dylan, The Beatles e eles, Secos e Molhados.

Os rapazes do Vanguart


A inevitável comparação com o pioneirismo da banda revolucionária dos anos 70 fez com que, o Vanguart fosse “apadrinhado” por, ninguém mais ninguém menos que, João Ricardo ( ou Jonhy Richard ,rs) , líder do Secos e Molhados enquanto eles ainda deliciavam jovens,velhos e crianças com suas músicas revolucionárias e performances teatrais. Esse apadrinhamento resultou em uma performance das mais originais.
Com apresentação de Zé do Caixão, o próprio João esteve no palco cantando o single “Cachaça” do Vanguart, além de clássicos dos tempos do Secos e Molhados como “ O Patrão Nosso de Cada Dia”, “ Mulher Barriguda”, entre outros .
A combinação Vanguart e JR não poderia ser melhor! O único empecilho da noite foi que tive de acompanhar todas as músicas sentada! Poxa.... se eu tivesse dado uns pulinhos feito o vocalista Hélio estaria bem mais feliz!
Mas essa minha inquietação foi logo acalmada com o chorinho que eles fizeram no final.
Imaginem só que minha noite terminaria como uma versão mezza improvisada entre nossos heróis de Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band!!!

João Ricardo e Hélio Flanders ( com a gaita) durante a super aplaudida versão de Sgt. Pepper´s ....

A minha música preferida dos Beatles tocada por uma das minhas bandas preferidas!

Saímos de lá com a alma leve, o espírito sereno e a cabeça a mil!
Durante a conversa com o Franklin prometi deixar esta noite devidamente documentada, então cá estou eu às 2 horas da madrugada da terça pra quarta terminando esse breve (breve?) relato dessa minha terça feira perfeita!

Ao Spencer e ao Frankling fica o muito obrigada pela companhia agradável desta noite! E a você queridos leitores, fica a promessa de atualizações mais freqüentes e menos inúteis neste humilde blog!

That´s all folks!

domingo, 13 de maio de 2007

Mais uma teoria sobre homens!

Homens já nascem putos.
Alguns tendem a piorar...
Uns melhoram um pouco...
E outros até nos convencem de que nunca o foram,
Talvez porque nunca tenham sido homens...

sexta-feira, 23 de março de 2007

O quadro


domingo, 4 de março de 2007

Pedaços de Mim

E ao poucos conheço mais de mim, conheço mais o mundo.
Quero falar, quero escrever...

Declaro - me menina em corpo de mulher e já no instante seguinte, descubro-me mulher em um corpo que um dia já pertenceu à uma menina. E as palavras me vão com a mesma rapidez e facilildade que me chegam à cabeça, porque é assim que eu vivo! Leio o mundo e transcrevo aqui pedaços dele misturados a pedaços de mim.
Outro dia encontrei o amor.
Ele andava solto por aí, alegre, descompromisado... chamei- o para tomar um café enquanto ele me contava como é que chegara até alí.
Ele me explicou das coisas da vida e de como era a vida dele... Aí, de repente, no meio da conversa, ele simplesmente pulou na minha xícara de café e me fez bebê - lo. Desceu quente goela abaixo e se instalou dentro de mim, lá bem no fundo do meu âmago, lá onde agente guarda tudo o que é bom e de vez enquando esvazia de tudo o que é ruim e também fica guardado por lá.
Aí eu descobri que o amor é um cara assim, igual a esse que mora aqui dentro. Ele aparece em um dia cinzento e no meio de uma conversa de instala sem pedir licença nenhuma. E ele é tão grande que não cabe aqui dentro.
Perguntei para ele um dia:
- Por que você quer ficar aqui, tão apertadinho dentro do meu peito?
Ele respondeu:
- Você acha que eu vou ficar aqui para sempre?? Não , não. Eu tenho que sair. Mas tenho que sair aos poucos. Vou saindo de você... Saio pela tua boca, pelo seu sorriso, saio pelo teu beijo, pelas suas palavras, pelos seus olhares, pelos seus carinhos... e vou me espalhando. Um dia eu me espalho inteiro... aí agente se encontra de novo para tomar mais um café.
Aí eu descobri que eu tinha de obecê-lo e saí por aí espalhando esse amor gigante com os meus sorrisos, minhas palavras, meus beijos, meus olhares, meus carinhos...
Aí eu vi que o amor é um cara que se disfarça. Ele aparece pequenininho para tomar um café e depois que ele adentra e se instala no seu corpo, se transforma em um gigante.
E ele vai se espalhando porque você sempre obedece às ordens dele e vai entregando um punhadinho dele para cada uma das pessoas que realmente importam na sua vida e um dia você acorda e vê que ele se espalhou por inteiro, aí ele te encontra pra mais uma xícara de café!